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SAMBA DE SORORIDADE 

SAMBA DE SORORIDADE 
Viva a Ponte - Entre Elas | Foto: Andy Puerari

O Entre Elas existe há 20 anos, tocou na Times Square e foi escalado para abrir as comemorações dos 100 anos da Ponte Hercílio Luz 🎶🤎

Antes da Joss Stone, antes do show de fogos, antes do highline sobre a Baía Norte, tinha um grupo de mulheres no palco montado na cabeceira da Ponte Hercílio Luz. Era sexta-feira, 15 de maio, e o Entre Elas abria o maior fim de semana da história recente de Floripa com clássicos do samba e canções que a cidade reconhece como suas. A escolha não foi casual. É difícil pensar em alguém que representasse melhor a cultura da ilha naquela noite.

O grupo foi fundado em 2006 em Florianópolis e é formado por Gi Guedes na voz, Jéssica Antunes no cavaquinho e Manoela Pires no violão. Vinte anos de carreira construídos na base de palco em palco, do circuito catarinense para o resto do país.

Em 2026, o ano dos 20 anos, o reconhecimento veio de outra direção. Ivete Sangalo convidou o grupo para integrar a turnê “Ivete Clareou” quando passou por Florianópolis em abril, com o convite feito pela própria cantora em uma ligação direta para as integrantes, depois de dizer que acompanha o trabalho pelas redes sociais. Semanas depois, o trio estava na cabeceira da Ponte Hercílio Luz abrindo as comemorações do centenário. Um ano de duas décadas e duas histórias que não têm como não andar juntas.

O fato de o Entre Elas ter sido escolhido para abrir a programação dos 100 anos diz algo sobre como a cidade quis marcar a data. Num fim de semana que incluía uma estrela britânica de Grammy, a organização fez questão de começar pela cultura manezinha — e por um grupo feminino que nasceu aqui, cresceu aqui e, mesmo depois de Ivete, continua sendo de Floripa. A música “Aqui é o Meu Lugar”, premiada como Música do Ano no Prêmio da Música Catarinense, define bem o que o grupo representa.

O Entre Elas tem shows regulares na cidade e está em todas as plataformas de streaming. Se você ainda não conhece o trabalho, o caminho mais curto é pelo Spotify — e o caminho mais longo, mais lento e mais recomendável é aparecer num dos shows ao vivo. Samba de mulher, feito em Floripa, pra qualquer pessoa que queira ouvir. Vinte anos depois do começo, continua sendo essa a proposta.

Conforme Lei nº 10.199, a Prefeitura informa que a produção do conteúdo não teve custo e sua veiculação custou R$ 5.000,00.