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ROLÊ BOM É ROLÊ SEGURO

ROLÊ BOM É ROLÊ SEGURO
100 Anos da Ponte Hercílio Luz - Joss Stone | Foto: Sthefany Martins

50 mil pessoas na Beira-Mar, zero caos. O modelo de eventos de Floripa virou referência nacional 🛡️🎶 

No mesmo fim de semana, dois shows gratuitos aconteceram em cidades diferentes. No Rio de Janeiro, um evento na Zona Portuária com participação do sucesso nacional Marina Sena, terminou com barreiras derrubadas, confusão na entrada e uso de extintor de incêndio. Em Florianópolis, 50 mil pessoas estavam na Beira-Mar Continental assistindo Joss Stone, e o que viralizou nas redes sociais foram elogios à organização. Não é coincidência, e não foi sorte.

O show da Joss Stone integrava a programação dos cem anos da Ponte Hercílio Luz, que completou um século no dia 13 de maio. A escolha da cantora britânica — vencedora de Grammy e dois BRIT Awards — como atração principal diz algo sobre a escala que a cidade queria dar à comemoração. E escala grande exige planejamento à altura. O esquema foi montado pela Prefeitura com a Guarda Municipal e a Polícia Militar: três entradas com revista obrigatória, câmeras de reconhecimento facial, linha de ônibus exclusiva saindo do Terminal de Integração a cada 15 minutos, mais de 200 banheiros químicos, área PCD e pulseiras de identificação pra crianças e adolescentes.

Floripa já rodou esse modelo antes. O Réveillon de virada pra 2026 reuniu mais de 700 mil pessoas em pontos diferentes da cidade. O Pré-Carnaval de fevereiro teve 35 mil pessoas na Beira-Mar Continental com quatro entradas monitoradas, pontos de hidratação e banheiros gratuitos. A conta começa a fazer sentido: Floripa vem tratando segurança pública em eventos como infraestrutura, não como protocolo de crise.

Isso muda a experiência de quem vai. Saber que o acesso está controlado, que tem câmera ativa, que existe área PCD e que o transporte está planejado é o que permite chegar sozinha, ficar até o fim, curtir sem ficar calculando risco. Segurança bem feita não aparece — você só nota quando ela falta.

A diferença entre os dois shows do mesmo fim de semana não foi o tamanho do artista. Foi a decisão de tratar o público como prioridade desde o início do planejamento. Parece óbvio. Não é tão comum quanto deveria ser.

Conforme Lei nº 10.199, a Prefeitura informa que a produção do conteúdo não teve custo e sua veiculação custou R$ 5.000,00.